Final do Super Bowl, Audiência, Investimentos, Anúncios e War Room

Final do Super Bowl, Audiência, Investimentos, Anúncios e War Room

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Final Super Bowl

No último domingo, 4, aconteceu a final do Super Bowl – que definiu o campeão da NFL da temporada. Para quem não viu, os Philadelphia Eagles ganharam dos New England Patriots (time de Tom Brady e favorito para o título) por 41-33, em um jogo emocionante e super disputado.

Mas o espetáculo normalmente vai além do jogo, ou do show do intervalo – que nesse ano contou com uma apresentação de Justin Timberlake. Grande parte do público espera pelos anúncios que serão exibidos nos intervalos, já tradicionais por serem quase sempre muito criativos e grandiosos.

Audiências

As marcas por sua vez, estão interessadas na grande audiência que esse evento entrega. Esse ano a média de audiência, nos EUA, foi de 103,4 milhões de pessoas, décimo programa mais visto na história da TV americana. Na internet, segundo a NBC, houve uma média de 2,02 milhões de usuários por minuto – o que tornou o jogo o mais live-streamed de todos os tempos.  A audiência  provavelmente foi ainda maior, pois o estudo da Nielsen que contabiliza a audiência, não levou em conta as pessoas que viram out of home  (bares e restaurantes, por exemplo).

Apesar de ainda ser super expressiva, segundo a CNN, a audiência desse ano foi cerca de 7% menor do que a média do ano anterior e é a menor do evento desde 2009.

Investimentos

As marcas pagaram cerca de 5 milhões de dólares para a NBC por cada 30″de comercial, fora o valores de produção dos filmes, cachês dos atores, direitos autorais de músicas e por aí vai.

Anúncios

Para quem não viu os anúncios, nesse link abaixo podem ver 29 deles, com alguns comentários.

2018 Super Bowl Commercials Archive

Alguns comerciais realmente foram incríveis, outros nem tanto, mas é quase unanimidade de que a “vencedora” da noite foi a marca de detergentes para roupas Tide. Foram 4 comerciais, um em cada quarter do jogo. A ideia era simples – como normalmente grandes ideias são –  “Every ad is Tide ad” e mantinha a marca na mente com consumidores mesmo depois do comercial terminar. A cada novo comercial, independente de que marca, se aparecessem roupas limpas, Tide estaria presente, pois “Every ad is Tide ad”.

War Room

Para acompanhar e aproveitar a repercussão esperada nas redes sociais, a Tide montou um War Room no escritório de sua agência de meios, em NYC. Com a presença de profissionais da equipa de marketing da marca, da agência de meios, suportes, agência criativa e advogados, esperavam estar preparados para patrocinar posts e conteúdos, além de responder comentários a fim de influenciar que as pessoas falassem sobre a Tide, que a mensagem fosse mais compartilhada e seu awareness potencializado.

E parece que conseguiram. Segundo a Talkwalker, foram 163.800 menções à marca nas redes sociais durante o evento. Segundo a 4C, outra empresa de data analytics, a taxa de engajamento da Tide subiu 74 vezes depois que o primeiro anúncio foi ao ar.

A estratégia da marca no Twitter foi inteligente. Consegui “roubar” a atenção durante outros comerciais:

 

Conseguiu entrar na conversa das pessoas quanto a televisão ficou preta, durante alguns segundos, durante a transmissão:


E fez parceria com outros personagens e marcas de outros comerciais para mostrar que “Every ad is a Tide ad”.

 

 

Importante lembrar que a Tide, há pouco tempo, passou por uma crise na internet devido a alguns adolescentes se desafiando a comer Tide pods. Esse era um ponto de atenção dentro do War Room. No entanto, segundo a Adweek, as menções de #TidePodChallenge foram apenas cerca de 11 mil durante o jogo.

A marca fez somente um post sobre o tema, antes do jogo, e não falou mais sobre isso:

Resultados

O grande desafio das marcas agora é: como manter esse awareness? Gerar vendas? Foi um sucesso, mas e agora?

As marcas, em sua maioria, focaram em aumentar a visibilidade e aproveitaram pouco ou nada ações mobile ou de conversão, como pedir um delivery, resgatar um cupão de desconto ou marcar um test drive, por exemplo. Talvez não tivessem interesse, não conseguissem absorver tamanha demanda ou simplesmente por não conseguirem pensar em alguma ação interessante que valesse o esforço. O facto é que quase todo mundo estava com o telemóvel na mão na hora do jogo e a única interação com as marcas aparentemente foi nas redes sociais.

 

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