Digital Marketing Job & Skills: O que procura o mercado? – A conferência

Digital Marketing Job & Skills: O que procura o mercado? – A conferência

Digital Marketing Job & Skills: O que procura o mercado? – A conferência

Em mais uma Think Digital Talk, a acontecer no âmbito da Pós-Graduação em Marketing Digital do ISEG/IDEFE, contámos com a presença de Sofia Montalvo, Senior Consultant da Michael Page (Commercial & Marketing), e de Tiago Machado, atualmente Managing Director da empresa Mobyd, para nos falarem sobre “Digital Marketing Job & Skills: O que procura o mercado?”.

Depois de uma introdução sobre a mudança de paradigma e problemáticas associadas que a transformação digital tem trazido às empresas, Sofia explicou à audiência que essa mudança se repercutiu também na lei da oferta e procura, no que toca à empregabilidade portuguesa no meio Digital.

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Assim, as empresas vão-se apercebendo cada vez mais da importância de estarem presentes online, da automatização de serviços associados ao Marketing Tradicional e mesmo da relevância de conteúdos que têm de apresentar mediante as suas estratégias de crescimento empresarial. Tudo isto tem em comum a necessidade de ter um bom digital marketer na equipa. Sofia referiu que as vagas atuais que mais vê passarem pela Michael Page são:

  • Digital Manager Strategist;
  • profissional de SEO (Search Engine Optimization);
  • profissional de SEM (Search Engine Marketing);
  • Content Marketing;
  • Profissionais especializados para serviços de E-Commerce;
  • Social Media Specialists
  • Campaign Managers.

Apesar de todas estas estarem relacionadas dentro do Marketing Digital, têm funções – muitas vezes – completamente diferentes.

Desta forma, tanto os recrutadores, como quem procura algum destes cargos, deverão perceber exatamente o que a função requer do profissional. O que assistimos inicialmente é a existência de alguma confusão sobre as funções específicas de cada cargo dentro do espectro do Marketing Digital, havendo a necessidade de ambos os lados – empresas e potenciais candidatos – perceberem especificamente as competências que necessitam de pedir/enaltecer.

Para quem começa agora a entender o mercado e a preparar terreno, a oradora aconselhou a manter o foco específico no enaltecer das Soft Skills. Explica que é relevante ter uma presença nas redes que permitem que os recrutadores encontrem os candidatos (como é o caso do LinkedIn, Indeed, ERE’s, GAP’s), mas enfatiza a importância de construir uma rede de networking que permita ter algum apoio nas relações e conexões para futuras oportunidades. Referiu, ainda, que há quem contacte diretamente as empresas quando tem afinidade e motivação forte de trabalhar naquela empresa específica: os chamados pure players.

Neste sentido, Sofia Montalvo apontou as competências gerais e específicas que, muitas vezes, acompanham as ofertas de emprego do Digital:

  • Hard Skills: O inglês é quase indispensável; Formação em Economia e Gestão, Marketing ou Marketing Digital, Ciências da Comunicação; Compreensão ou domínio de SEO, SEM, Adwords e Web Analytics; experiência na gestão de projetos e campanhas; Compreensão ou domínio de sistemas de gestão de conteúdo como o WordPress; Familiaridade e conhecimento dos novos media digitais; Conhecimento ou domínio de HTML e/ou HTML5; Photoshop; E-mail Marketing; Publicidade Display; Redação de conteúdos.
  • Soft Skills: Pensamento Analítico; Comunicação; Criatividade; Team Work; Proatividade; Paixão.

Relativamente à construção de um Currículo apropriado, as dicas passaram por:

  • Ter um email atual e profissional (Gmail);
  • Idealmente ter uma foto (de aspecto profissional) pois é mais fácil de interiorizar para o recrutador que vê inúmeros currículos diariamente;
  • Uma boa, curta e coesa introdução própria;
  • Um texto integral genuíno (sem copy paste);
  • Ênfase na experiência profissional e funções da mesma; Não havendo experiência ainda, dar ênfase a outras experiências relevantes (como projectos de faculdade bem sucedidos, projectos pessoais pro-bono ou voluntariado);
  • Utilização de terminologia adequada para a função (Key Words);
  • Conhecimentos da área a que se candidata devem ser bem pensados pois poderão ser testados em contexto de entrevista;
  • Um layout sucinto e criativo mas sem descuidar da sobriedade e profissionalismo.

Em suma, ficou clara a ideia geral de que o mercado está definitivamente a abrir-se ao Digital, pouco a pouco, mas há um indiscutível crescimento da procura do Marketing Digital nas empresas.

O convidado Tiago Machado, arquiteto de licenciatura, mas presentemente Managing Director da empresa Mobyd, fechou a conferência dando a sua opinião, pessoal e profissional, de como o mercado e a audiência está a migrar do offline para o online em todas as áreas.

Para muita gente que virá de áreas que não tenham relação direta com o Marketing Digital, serve Tiago de exemplo em como a diversidade é uma constante e poderá ser, eventualmente, uma vantagem de diferenciação.

No fim da conferência, Sofia conclui dizendo que a Michael Page disponibilizaria duas vagas “fantasma”, uma de entry level (aqui) e outra para mais experientes (aqui) em www.michaelpage.pt . Servirão estas vagas para os convidados da conferência interessados enviarem o seu currículo para eventuais oportunidades que a Michael Page tivesse dentro desta Área.

Como já é habitual nas Think Digital Talks, os últimos momentos são reservados a questões que a audiência tenha interesse em colocar e, desta feita, destacaram-se os seguintes pontos:

  • Poderão pessoas fora de marketing vir para a formação?                                                    “É do pensamento geral que a adição do marketing digital às empresas será uma realidade cada vez mais quotidiana, assim sendo, quem queira aprofundar os seus conhecimentos nesta área através da Pós Graduação de Marketing Digital do ISEG, será vista como uma adição de valor e preparação para o futuro”.
  • Numa questão de follow-up à evolução para o Marketing Digital dentro da própria empresa, Sofia aconselhou a que estes “shifters” façam uma introspecção sobre como poderão evoluir eficazmente, tentando, igualmente, trazer valor à empresa e fazer evoluir a própria empresa da mesma maneira. Os “Shifters” terão um trabalho interno baseado na constante evolução pessoal e na mudança da sua imagem para se desvincular do ‘histórico’ de funções, se assim o desejarem.
  • Quais os postos de trabalho que sobreviverão ao futuro disruptivo?                                A esta questão, Sofia respondeu que tudo o que nos distinga das máquinas e adicione valor poderá ajudar. Maximizar o nosso valor próprio faz com que sejamos distintivos entre nós mesmos e entre o futuro próximo.

 

Para mais informação e conhecimento desta temática, podem consultar as seguintes páginas: 

http://expresso.sapo.pt/economia/exame/2017-02-23-Estas-sao-as-profissoes-do-futuro
http://fortune.com/2016/07/11/skills-gap-automation/

 

Escrito em parceria com Rafaela Gaspar

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