Entrevista a Catarina Esteves: “Perceber a empresa é um grande fator de sucesso para uma estratégia de M.D.”

Entrevista a Catarina Esteves: “Perceber a empresa é um grande fator de sucesso para uma estratégia de M.D.”

Entrevista a Catarina Esteves: “Perceber a empresa é um grande fator de sucesso para uma estratégia de M.D.”

Como planeado, na aula de Digital Marketing: Strategy and Planning do último dia 4 de outubro, contámos com a presença de Catarina Esteves, responsável pela Comunicação e Eventos da Teleperformance Portugal.

Depois de uma abordagem geral à Teleperformance e em particular à Teleperformance Portugal, foi-nos passado o enquadramento necessário para a definição de uma estratégia de community management para promoção do programa LeAP 2017: “o management trainee program da Teleperformance Portugal que lança os recém-licenciados literalmente no mundo da gestão (…) O LeAP foi criado com o objetivo de identificar talentos de elevado potencial em universidades portuguesas, proporcionando-lhes as condições necessárias para poderem desenvolver as suas competências de gestão e liderança na Teleperformance Portugal”.

 

No final, o Think Digital trocou “dois dedos de conversa” com a Catarina, matou algumas curiosidades e ainda pediu dicas e conselhos!

Querem saber?! Ora leiam:

 

Think Digital – De onde surgiu a ideia de criar este programa?

Catarina Esteves – A Teleperformance Portugal está neste momento num ciclo de crescimento muito acentuado, com muitos projetos de vários setores e, por isso, é necessário destacarmos para esses projetos pessoas com certas qualificações muito apuradas, como a capacidade analítica, de gestão de pessoas e liderança. Ainda que privilegiemos muito a progressão de carreira e uma das formas mais utilizadas para encontrarmos estas pessoas seja dentro da nossa própria organização, é também importante trazer algumas pessoas de fora, para ganharmos com novas experiências e com a visão que os candidatos podem ter.

 

TD – Face aos programas de trainee que já existem, o que diferencia o LEAP?

CE – Mostrando a nossa cultura de inovação e de melhoria contínua e dando a oportunidade aos candidatos de conhecer o Mundo Teleperformance através, também, do estágio internacional. Diferenciamo-nos, ainda, ao dar uma oportunidade extraordinária para quem está a começar uma carreira de ter a possibilidade de gerir uma equipa de 15 pessoas e projetos com marcas mundialmente conhecidas. Portanto, existe um nível de exigência muito grande, mas é um desafio extraordinário e muito gratificante. Depois, a médio-longo prazo, ou seja, passados dois ou três anos, damos ainda a possibilidade de gerir uma operação ao mais alto nível, de Contac Center Manager, com 700 pessoas, 20 nacionalidades diferentes e a prestar serviços distintos para as maiores marcas mundiais.

 

TD – Em relação à parceria com o ISEG para passar um briefing aos alunos da primeira edição da Pós-Graduação em Marketing Digital e receber as propostas de estratégia, quais são as mais valias e as expectativas?

CE – Estamos muito satisfeitos com esta parceria com o ISEG porque vamos poder beneficiar muito das ideias novas que os alunos trazem e também porque gostamos de ter um papel ativo e ajudar também dando estes exemplos a quem está a explorar este caminho do Marketing Digital. Como temos tanta variedade destes serviços internamente, considerámos que era um bom case study e que nos podíamos disponibilizar para que as pessoas tenham um caso real para trabalhar. Apostamos muito no contato com universidades, faculdades e escolas numa perspectiva de formação e também de inovação e melhoria contínua.

 

TD – Há algum conselho que possa dar para se responder ao briefing da melhor forma?

CE – Primeiro, a preocupação de uma adequação muito grande à cultura da Teleperformance Portugal. A ideia de passar o briefing foi transmitir um pouco aquilo que vivemos no dia a dia da empresa, porque é muito importante perceber a cultura e fazer essa adaptação. Perceber a empresa é um grande fator de sucesso para qualquer estratégia de Marketing Digital, tanto em relação à Teleperformance como a outra empresa. Nessa mesma linha, é igualmente fundamental perceber o consumidor, o cliente ou seguidor, perceber com quem estamos a trabalhar e para quem estamos a comunicar, em todas as suas fases. Isto significa que não há uma estratégia única, não há uma solução única para o problema, há várias formas de abordar. A chave do sucesso está, precisamente, no processo, na atenção dada à cultura da empresa, ao que são os objetivos específicos identificados no briefing e aos que vocês podem também identificar e ao público que, neste caso, serão os recém-licenciados em engenharia.

 

TD – Tendo em conta que a multiculturalidade está muito presente na cultura da Teleperformance Portugal, este fator poderá constituir um desafio acrescido a uma campanha eficaz?

CE – De facto nós temos esse desafio diário, não só para o programa LEAP, mas para todas as atividades que desenvolvemos, sejam de comunicação ou gestão. Mas é muito interessante e para quem trabalha diversas áreas de comunicação e de marketing é uma oportunidade e um desafio extraordinário. E é possível fazê-lo bem! A Teleperformance é, realmente, um Mundo e importa perceber que não vamos chegar a todo o lado de uma só vez. Por isso, é fundamental estruturar muito bem toda a estratégia para saber a quem, onde, como e quando é que vamos chegar. Estas são as perguntas básicas de qualquer estratégia e que, mesmo no âmbito digital, vão estar sempre atuais.

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