Fomos ao Marketing Marathon e contamos tudo!

Fomos ao Marketing Marathon e contamos tudo!

Fomos ao Marketing Marathon e contamos tudo!

Por Ana Filipa Santos Mendes

(Dia 1)

Nos dias 10, 11 e 12 de abril de 2017 tivemos a oportunidade de estar presentes no Marketing Marathon, organizado pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM), que nos deixou completamente irrequietos com tanta criatividade, empreendedorismo, paixão e conteúdos fora da caixa a que fomos impactados.

The New Creative Revolution foi o tema geral do evento e todos os oradores que passaram pela sala, nas instalações da Microsoft Portugal, mostraram-nos, com base nas suas experiências profissionais, como criaram valor para os seus negócios e usaram o content marketing como forma de expandi-lo e torná-lo bem sucedido. Passaram por nós profissionais cheios de vontade de fazer diferente, criativos e lutadores, que nos contagiaram durante três dias com um pouco daquela energia.

O primeiro dia tinha como temática a Revolução dos Conteúdos e começou com Konstantin Arnold, um fotógrafo, jornalista e viajante que nos falou da sua paixão pelo que faz através de fotografias que, segundo ele, são o que mais o define enquanto pessoa. As fotos são a vida e o trabalho dele, algumas mais pessoais (e polémicas 😝) outras impressionantes, outras mais simples, mas todas cheias de histórias. “Estas fotos são parte de mim, porque não mostrar?”. E mostrou tudo, sem pudores.

Konstantin define-se como “a logic man in a digital world” e a sua missão é mostrar as coisas tais como elas são. Viajar é a sua paixão e vive cada experiência intensamente para contar a história depois. Isso permitiu criar uma série de conteúdos, reconhecidos pelo mundo e que, acima de tudo, o definem. Manter a identidade é o que mais defende no seu trabalho e acredita que “luxo é poder fazer coisas novas todos os dias, com pessoas novas e em sítios diferentes”.

Numa sala cheia de millennials, smartphones e dados móveis a serem usados, desafiou-nos a “experimentar algo bestial e não partilhar com ninguém nas redes sociais”, como forma de viver intensamente, aproveitar ao máximo cada momento para depois criar conteúdos mais profundos e reais. Alguém arrisca?

Depois tivemos Ricardo Lopes, da Cool&Vintage, alguém conhece? Uma empresa super cool e vintage, que restaura carros antigos e torna-os autênticos modelos “desejo”. Não poderia haver outro nome que tão bem caracterizasse esta empresa!

Ricardo Lopes e Ricardo Pessoa, cansados do modelo tradicional de venda de carros focado apenas nas características, fotos e definições – todas elas iguais -, decidiram sair da sua zona de conforto e começar a vender carros pela internet.

A criatividade, paixão por carros e formação em fotografia deram origem a uma empresa que vende carros pela internet. Faz sentido? Não, então foi esse o caminho a seguir.

Transformam carros numa experiência, criam conteúdos fotográficos e de vídeo criativos, adicionam raparigas giras, surfistas cheios de estilo, juntam uma frase na ótica do Marketing 4.0 “We Collect Life, not Cars” e com isso criaram um produto que é sucesso no mundo inteiro.

Susana Coever da Parfois (marca portuguesa, para quem não sabe!), falou-nos de como a marca se posiciona, como criava e como cria conteúdos hoje em dia. Numa conversa inspiradora (principalmente para as meninas), a Susana contagiou-nos com conteúdos de moda, editoriais, vídeos de eventos que fazem com bloggers que nos permitiu conhecer melhor o mundo Parfois, como eles cresceram e conquistaram já vários países. Um caso português de sucesso do qual nos devemos orgulhar.

Mais tarde tivemos com Joah Santos, um americano filho de pais portugueses que falou da sua experiência com a agência criativa Nylon e que, de uma forma interativa com o público, fez referência ao neuromarketing e como essa ciência tem impacto na forma como comunicamos hoje em dia. Um dos exemplos que deu foi relativo à marca de café que cada um prefere, e que ele provou na palestra, ser influenciada pelas nossas vivências (se já morámos fora ou não, em que países fomos, etc). Numa era em que se defende o individual, o personalizável, Joah mostrou-nos através de um vídeo que o nosso instinto é seguir os outros quando vemos que o seu comportamento é melhor pois continuamos a querer fazer parte de um grupo. E isso é algo que as marcas e organizações podem usar para seu favor. Hoje os grupos sociais e a influência que eles têm são mais importantes que o foco no produto ou no cliente por si só.

Por último, tivemos Francisco Rebelo de Andrade que criou o festival Lisb-on e nos surpreendeu com um discurso sincero sobre a realidade de ser empreendedor. Falou sobre as falhas iniciais (que foram muitas e que colocaram o projeto em causa várias vezes), sobre o dinheiro (ou a falta dele), prejuízos, conquistas, patrocinadores, a dificuldade de trabalhar com uma equipa grande, de discutir e aceitar opiniões, o sucesso e o fracasso. Uma realidade nos negócios que muitas vezes menosprezamos, mas que traz sabedoria e enriquecimento pessoal e profissional. “As empresas não nascem do dia para a noite, nem crescem e se tornam rentáveis tão facilmente como por vezes achamos”, disse-nos.

Concluímos assim o primeiro dia com um orador que nos trouxe o backstage do empreendedorismo, as dificuldades, a demora em chegar a um patamar confortável, os anos de luta e, com essa sinceridade e transparência, deixou-nos atentos. Afinal de contas os negócios, empreender, as ideias criativas, o conteúdo viral não nascem de um dia para o outro e é com as histórias por trás de tudo isso que retiramos aprendizagens valiosos para o nosso futuro.

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