Virtual ou físico: Vivemos ainda em mundos paralelos?

Virtual ou físico: Vivemos ainda em mundos paralelos?

Virtual ou físico: Vivemos ainda em mundos paralelos?

Por Sandra Alvarez, Managing Director PHD

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A Realidade Aumentada (RA) apresenta-se como um novo paradigma que visa a combinação dos universos físico e virtual (…) Esta interface digital mostra-se capaz de revolucionar múltiplos setores, alterar modelos de negócio e métodos de trabalho, além de impactar as relações interpessoais e entre marcas e consumidores.

 

A era digital criou uma realidade alternativa onde circulamos, interagimos e fazemos compras. Ainda assim, sempre que erguemos os olhos dos aparelhos smart que utilizamos, o mundo físico e analógico mantém-se o nosso principal ambiente e contexto.

Constatamos, porém, uma aproximação cada vez maior destes dois mundos. A Realidade Aumentada (RA) apresenta-se como um novo paradigma que visa a combinação dos universos físico e virtual, em simultâneo e em tempo real, e prevê a disrupção da realidade que conhecemos hoje.

Esta interface digital mostra-se capaz de revolucionar múltiplos setores, alterar modelos de negócio e métodos de trabalho, além de impactar as relações interpessoais e entre marcas e consumidores. No Marketing e Publicidade, de repente, torna-se possível imaginar outdoors virtuais, consequência da interação entre aparelhos móveis e suportes publicitários, qualquer objeto pode ser transformado num espaço de publicidade adaptado às preferências e padrões de consumo de cada pessoa, e qualquer superfície pode ser interativa.

Apesar de, aparentemente, ser uma ferramenta importada da ficção científica, e da súbita popularidade que ganhou este verão devido ao polémico jogo Pokémon Go, há já alguns anos que a RA existe com maturidade suficiente para ser aproveitada pelos profissionais de Marketing.

Por exemplo, em 2013, a PHD foi premiada nos Effies MENA Awards pela eficácia de uma campanha de RA para a Sony Xperia Z, na categoria de telecomunicação, mobile e Internet. Por outro lado, desde 2009 que a Ray-Ban oferece aos clientes a possibilidade de experimentarem produtos através de um espelho virtual, onde, sem saírem de casa os indivíduos podem ver os diferentes modelos no seu rosto. Mais recentemente, em 2014, também o IKEA lançou uma aplicação que possibilita visualizar os móveis em qualquer divisão da casa, antes da compra.

A IDC identifica a RA como um dos principais aceleradores de inovação responsáveis pela transformação digital e acredita que a mesma terá um crescimento exponencial nos próximos anos. Cabe então às marcas identificarem oportunidades e tirarem proveito desta ferramenta que certamente terá impacto no envolvimento e fidelização do público – a partir de agora, além de uma comunicação paralela, o consumidor exigirá uma comunicação justaposta.

Ao relacionar o analógico e o digital, a RA proporciona uma verdadeira experiência imersiva e integrada, e para toda a indústria do Marketing e Publicidade, traz desafios entusiasmantes e possibilidades infinitas. O alcance e poder desta tecnologia, ao serviço da comunicação, parece, portanto, estar apenas limitado pela nossa capacidade de imaginação. Assim, impera a necessidade de criatividade e de se aproveitar o melhor destes dois mundos, que são cada vez menos paralelos e mais agregados.

Publicado na Marketeer em setembro

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